Fios de Sangue

Uma escultura em arame com dobraduras.

Flutuam esses fios de sangue, ora em êxtase, ora em total descabelamento, pois o sangue dá aos corpos tudo, absolutamente todo o espectro da experiência humana, assim então os corpos contorcem-se e celebram-se como uma sinfônica sem fôlego, mas que nunca para: do caos ao éter e do etéreo de volta ao caos, do corpo ao espírito, do devaneio da alma à lama do chão — e tudo o que couber no meio: uma ópera (Carmem?) por Callas, ou um acidente de avião, ou tiros, ou um belo casamento, ou uma vida inteira embaixo de um vulcão — o sangue de cada fio sobe agudo ou desce grave, e floresce no início e no final.

O SANGUE NUNCA MORRE.

Escultura-instalação em arame com dobraduras de papel / materiais usados: arame, acrílica, purpurina, papel, algodão, fita de viés, tecido / 250cm x 125cm x 100m / 2021

Essa obra foi produzida para a exposição Partitura Cromática (ver mais info abaixo) na qual os artistas se inspiravam numa música para criar uma obra. A minha música foi "Sonata p/ Violoncelo e Piano nº 1 em E-Menor, Op. 38" de Johannes Brahms à qual adicionei sinos tibetanos, os quais gosto muito; possuo um címbalo tibetano que herdei do meu mentor Ken.

Fios de Sangue
Fios de Sangue
Fios de Sangue
Fios de Sangue
Fios de Sangue
Esta obra fez parte da Exposição Digital
PARTITURA CROMÁTICA
22 artistas + 30 obras + 22 músicas
Em cartaz de 19/ABR a 2/JUN 2021
no Complexo Cultural Teatro Deodoro, em Maceió, AL

O poema que veio junto com a obra, como é comum do meu processo criativo:

Somos fios de sangue
nascemos rosa branca
morremos rosa branca
Viemos do fundo.

Somos fios de rosa
nascemos fundo
morrendo fundo
Viemos vermelho.

Somos fundo
nascemos vermelho
morremos vermelho
Viemos do branco.